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terça-feira, 8 de novembro de 2011

PSD quer ser vice do PT na disputa pela Prefeitura de Porto Alegre

por Rachel Duarte, publicado, originalmente, no blog sul21.

Partido do deputado federal Danrlei iniciou articulações para participar da chapa petista pelo Paço Municipal em 2012 | Foto: Ramiro Furquim/Sul21


No mesmo dia em que Adeli Sell anunciou sua desistência da pré-candidatura à prefeitura de Porto Alegre, o PT fez seu primeiro contato com o PSD, tendo em vista uma possível coligação para a eleição municipal do ano que vem. Adeli e o vereador Mauro Pinheiro (PT) almoçaram com os vereadores do novo partido Nelcir Tessaro, Tarciso Flecha Negra e Bernardino Vendruscolo. No cardápio, as eleições de 2012. “Era uma agenda já marcada há 10 dias e foi a primeira do cronograma de conversas do PSD. Também iremos buscar o PCdoB”, afirmou Nelcir Tessaro ao Sul21.
Durante a primeira etapa do diálogo com o PT, o PSD sinalizou com o interesse em ocupar o posto de vice numa possível coligação. “Vamos fazer o nosso processo de interiorização este mês e estudaremos se eu ou o Danrlei (deputado federal) temos mais disponibilidade em se dedicar à capital”, falou Tessaro.
Ampliação e renovação
“Vou assumir o processo de costura das candidaturas, por isso tive que me isentar da disputa", justificou Adeli Sell | Foto: Ramiro Furquim/Sul21
Ao desistir da pré-candidatura, Adeli Sell alegou que precisava de mais liberdade para coordenar o processo eleitoral. Ele ainda não oficializou se irá apoiar um dos outros candidatos do PT na disputa interna do partido. “Vou assumir o processo de costura das candidaturas, por isso tive que me isentar da disputa. Mas a decisão do candidato do PT será soberana dos militantes”, disse.
Representantes do PT afirmam que a desistência de Adeli fortalece o nome de Adão Villaverde, uma vez que ambos integram o mesmo campo político (Construindo um Novo Brasil). O presidente da Assembleia Legislativa colocou seu nome a disposição na última semana, mas a tendência é que a base do partido vá na direção do deputado estadual Raul Pont.
“Elogio o gesto do meu companheiro, que se manifestou colocando todo o seu esforço para coordenar o processo do PT rumo à prefeitura de Porto Alegre. Ele é um quadro consultor do partido desde o começo. Nós temos muita identidade política. Partilhamos da opinião de que o partido precisa renovar e ampliar suas relações políticas e sociais”, falou Adão Villaverde, dando o tom do possível apoio.
Villaverde: “a minha candidatura já é de um conjunto de forças do partido. Isto é irreversível. Vamos até o fim na disputa interna" | Foto: Ramiro Furquim/Sul21
Sobre a possibilidade de aproximação com o PSD, Villaverde disse que o mais importante para levar o PT de volta a Prefeitura de Porto Alegre é o programa de governo.  “O PT tem que apresentar uma proposta de renovação e ter muito diálogo e capacidade de ampliação”, disse.
Villaverde disse que não irá recuar em sua candidatura. “A minha candidatura já é de um conjunto de forças do partido. Isto é irreversível. Vamos até o fim na disputa interna. Queremos a renovação”, defendeu.
Recuperação da força do PT na capital
Já o deputado estadual Raul Pont considera que é precipitado pensar qualquer aproximação com qualquer sigla sem antes decidir pela candidatura própria do PT em Porto Alegre. “Ainda tem manifestações de apoio ao PDT e ao PCdoB dentro do partido. A minha candidatura simboliza os que desejam candidatura própria”, demarcou.
PSD surge "de uma hora para outra", critica Raul Pont: Temos que analisar bem quem é este novo partido. Não basta dizer que não é esquerda nem direita" | Foto: Ramiro Furquim/Sul21
Segundo Pont, as correntes do PT se encaminham para uma convergência em torno da candidatura própria. E, caso isso se consolide, as conversas para buscar aliados se dará dentro do arco de partidos da base do governo Tarso. “A nossa prioridade é buscar os partidos que estão na coligação do Tarso Genro. PPL, PR, PRB, PTB. Por decisão no Congresso Nacional do PT deliberamos que não vamos ter aliança com o PPS, DEM e PSDB. O PSD surge de uma hora para outra, sem identificação ideológica e programática. Temos que analisar bem quem é este novo partido, para onde ele irá. Não basta dizer que não é de esquerda, nem de direita”, falou.
Com a prorrogação do prazo para o término das inscrições dos candidatos interessados em disputar o Paço Municipal para o dia 16 de novembro, a escolha pelo nome de Adão Villaverde ou de Raul Pont ainda sofrerá influencia das correntes do PT. Isso pode significar um consenso ou mesmo levar a decisão para o voto.
Correntes vão definir
De acordo com o deputado estadual Edegar Preto, da corrente Articulação de Esquerda, a decisão da reunião desta segunda-feira (7) foi de não escolher nomes imediatamente, mas, defender a necessidade de uma candidatura própria. “Acreditamos que o PT tem condições de disputar a eleição com chapa própria, mas temos que analisar a movimentação pensando no governo estadual também. Não podemos ir sozinhos. Temos que analisar a disposição dos dois candidatos e ver quem se aproxima mais disso”, falou.
Para o dirigente da corrente Esquerda Democrática, Marcelo Albuquerque, a posição está fechada em apoio ao deputado Raul Pont. “Diante das questões pessoais que impossibilitaram a candidatura do Henrique Fontana ficamos sem um candidato da nossa corrente . Consideramos fundamental é ter candidatura própria devido a força do PT em Porto Alegre”, afirmou.
Sobre a rejeição do ex-prefeito de Porto Alegre, conforme indicou a pesquisa Kepeler/Sul21, Albuquerque disse que a atual vantagem das candidaturas de Manuela D´Ávila (PCdoB) e José Fortunati (PDT) se fortalece enquanto o PT não apresenta candidato. “Temos duas candidaturas já colocadas a tempo, isto dá vantagem e nos deixa mal na primeira avaliação. Mas, quando tivermos um nome temos como alterar este quadro. Existe um processo de mobilização de candidatura própria que tem mais de um ano junto a militância”, alertou.
Para o grupo Movimento PT, da ministra dos Direitos Humanos, Maria do Rosário, a decisão ainda está aberta, mas caminha para o fortalecimento da ideia que o Raul Pont representa na base do PT. “A história recente mostrou que o primeiro grande passo para as vitórias do PT é ter uma unidade partidária. Caminhamos para uma candidatura própria mantendo a tradição histórica do PT em Porto Alegre. O Movimento PT foi a primeira a reivindicar isso”, fala Cícero Balestro. Segundo ele, como o grupo de Maria do Rosário tem peso, em razão do nome da ministra ser forte em Porto Alegre, a responsabilidade será ainda maior na decisão o Movimento PT.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

PT mobilizado para voltar ao Paço Municipal no ano que vem


publicado, orginalmente, no site do PT-POA.

 Foto: Tatiana Feldens
  


A militância respondeu massivamente ao chamado do Partido dos Trabalhadores de Porto Alegre. Mais de 650 pessoas lotaram ontem à noite o auditório do Ritter Hotel ao participar da Plenária Aberta que tinha por objetivo ouvir a manifestação popular.

O presidente municipal da legenda, vereador Adeli Sell, na sua saudação inicial, informou que o partido está trabalhando efetivamente para fazer uma poderosa campanha eleitoral. “Queremos construir um programa de governo baseado na sustentabilidade econômica, social e ambiental. O PT apresentará um projeto inclusivo, libertário e democrático, que colocará Porto Alegre novamente no mapa do Continente, do Mercosul e do Mundo”, disse Adeli.

Já está definido, inclusive, o local do comitê eleitoral do PT. Será na sede municipal, João Pessoa, 785. Na oportunidade, o Secretário de Organização do PT municipal Ubiratan de Souza reafirmou o prazo-limite do dia 3 de dezembro para definir o nome do partido para disputar o paço municipal. Até 5 de novembro, os pré-candidatos podem se apresentar.

Pela construção, trajetória e experiência administrativa, o PT caminha para escolher no próximo dia 3 de dezembro o seu candidato ao Executivo Municipal. “Estamos mobilizados para a volta ao Paço Municipal e a atividade reafirmou mais uma vez a intenção da nossa militância de lançar candidato próprio em Porto Alegre no ano que vem”, disse Adeli. “Não vamos ter candidato para atacar A ou B”, completou o secretário-geral do Governo do Estado Estilac Xavier. “A presença do PT indicará uma resposta afirmativa, mostrando que o PT tem força na cidade”.

Da plateia vieram importantes contribuições. Foram 13 inscrições, 7 delas de mulheres. "Isso demonstra a força feminina. Estamos ocupando os espaços", disse Nelci Dias, integrante da Executiva Municipal.

Lideranças petistas também se pronunciaram. Aldacir Oliboni falou pelo Movimento PT, Estilac Xavier pelo PT Amplo e Maria Celeste pelo PTLM. Pela Articulação de Esquerda falou Reginete Bispo; Adão Villaverde representou a CNB; Henrique Fontana a Esquerda Democrática e Raul Pont a Democracia Socialista.

Por Tatiana Feldens, Asscom PT-POA

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Lula quer PT com candidato próprio em Porto Alegre


publicado no blog do Noblat, de 08/10/11

Felipe Patury, ÉPOCA

Em conversas com aliados, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva analisou a situação do PT na eleição para prefeito de Porto Alegre no próximo ano. Uma das alternativas de seu partido seria apoiar a deputada Manuela D’Ávila, que pertence ao PCdoB, um tradicional aliado do PT, e está na frente nas pesquisas. A segunda seria apoiar a reeleição do prefeito José Fortunati, do PDT, outro aliado petista. A terceira é a menos promissora do ponto de vista eleitoral: lançar uma candidatura própria, o que atenderia uma demanda da militância petista de bombacha. Antes refratário a um candidato petista , Lula passou a defender a ideia para evitar ruídos com PCdoB e PDT.